top of page

Jogos Históricos do Galo: CAM x Brasil

Fala, Massa Atleticana! Hoje iniciamos nossa série sobre os jogos históricos do Clube Atlético Mineiro. E, na coluna de hoje, falaremos de uma das partidas mais importantes para a história do Galo e, quiçá, do futebol brasileiro.

No dia 03 de Setembro de 1969, o Mineirão recebia uma partida que ficaria marcada na história de todos os presentes àquele dia no Estádio, pois, o maior jogador de todos os tempos estaria desfilando o seu futebol, contra o time que, dois anos depois, seria o primeiro campeão do Brasil. Sim, estamos falando da emblemática partida entre Galo x Seleção Brasileira.

O Mineirão receberia naquela quarta-feira, às 21h30min, 70 mil pessoas para ver o futebol de Dadá Maravilha, Tostão, Pelé, Gérson, Rivelino, Jairzinho e outros craques que, em 70, levantariam o troféu de tricampeão mundial pela seleção.

Aquela partida era considerada como um jogo comemorativo, dada a classificação da seleção Brasileira para a copa de 70. Assim, o Brasil veio com a seleção completa, que garantiu a participação na Copa de forma invicta e com 100% de aproveitamento, enquanto que o Galo jogou com o que tinha de melhor à época.

O Galo, naquela partida, não pode jogar com o seu uniforme principal, pois a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) exigiu que o Galo utilizasse o uniforme da Federação Mineira de Futebol, pois havia o pensamento de que a Seleção Brasileira estaria jogando contra uma Seleção do Estado de Minas Gerais. Porém, bastava pegar a escalação das equipes para ver que era o Galo que estava em campo, além claro, de observar as arquibancadas pintadas de preto e branco.

O Galo entrou para aquela partida com Mussula no gol, Humberto Monteiro, Grapete, Normandes (Zé Horta) e Cincunegui (Vantuir) na defensiva; Oldair, Amauri Horta (Beto) e Laci no meio campo; e o trio de ataque com Vaguinho, Dadá Maravilha e Tião (Caldeira). O técnico do Galo era o Daniel Knippel, mais conhecido como Yustrich.

A Seleção Brasileira foi com Félix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel e Rildo (Everaldo); Piazza, Gérson (Rivelino) e Pelé na meia; e, no comando de ataque, Jairzinho, Tostão (Zé Maria) e Edu (Paulo César). O escrete brasileiro era comandado, à época, pelo treinador João Saldanha, que mais tarde fora demitido e Zagalo assumiu a seleção que seria campeã em 70.

Apesar do espírito amistoso e comemorativo da partida, um personagem chamou a atenção aquele dia: Dario. Ele era um dos atacantes cotados para ir à seleção, porém, o técnico, em entrevista à um jornal da época, disse que existiam outros 10 atacantes melhores que Dadá. Tais declarações deixaram Dadá “mordido”, ao ponto do mesmo xingar o técnico da seleção, no Mineirão e dizer: “A seleção está invicta porque não havia enfrentado o Galo com o Mineirão lotado!”.

Com a bola rolando, o Galo abriu o marcador da partida com Amauri Horta, aos 42 minutos da etapa inicial. O lateral Humberto Monteiro fez um lançamento em profundidade para o Meia, que entrou rapidamente entre os Zagueiros e chutou forte no alto, batendo no travessão, antes de ir para os fundos da redes.

Já no segundo tempo, a Seleção Brasileira veio para cima, e o Pelé marcou o gol de empate de cabeça, aos 5 minutos da etapa derradeira, em lance irregular, já que ele estava impedido no momento do cruzamento.

Mas aquela noite, Dario estava mordido pelas declarações de Saldanha e, por isso, fazer um gol era questão de honra. E o gol veio aos 20 minutos do segundo tempo. A bola foi jogada na área da seleção e rebatida para a meia lua, momento em que Dadá pegou de primeira e mandou no cantinho do gol, marcando 2x1* no placar para o Galo.

A partida teve contornos emocionantes, pois, Carlos Alberto fora expulso e deixou a Seleção Brasileira jogando com apenas 10 atletas, enquanto que o Galo continuava a pressionar os adversários na partida.

Com o fim do jogo, uma das maiores partidas de futebol entrava para história, pois, o Atlético-MG foi o único clube brasileiro que venceu a mítica seleção de Saldanha e seus comandados.

Aquela partida, para muitos, também foi considerada como um carimbo para a ida de Dadá à Copa de 70.

Esporada Neles, Galo!

Foto: Blog Anotando Fútbol Uruguay


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Nenhum tag.
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
bottom of page