O Atleticano na contra mão do futebol
- 3 de mar. de 2018
- 2 min de leitura
Futebol tem lógica??? Para algumas torcidas sim. Quando um time que vive um momento desfavorável vai enfrentar um time mais forte, que vive um momento muito melhor, para o torcedor ou simpatizante desse time, a derrota é certa. Se sair um empate está ótimo. Uma vitória, então... para muitos é o céu. Mas, para o Atleticano, é "VENCER, VENCER, VENCER". PORQUE ESSE É O NOSSO IDEAL!!! O Atleticano desafia a lógica do futebol. O Atleticano anda na contra mão do futebol. O Atleticano confia na vitória do Atlético!!! Muito se diz que o Galo ficou mais de 40 anos sem título... será???
A questão aqui não é essa, mas desde 1971, quando o Atlético ganhou seu primeiro Brasileiro, o Atleticano passou por muitas provações. Mas seguiu desafiando a lógica do futebol!!! Ou melhor: SEGUIU COM O ATLÉTICO!!! Como foi dito antes, o Atleticano passou por muitas provações. Muitas vezes o Atleticano viveu o "agora vai" ou "chegou a nossa vez". E nunca chegava. Foi assim nos Brasileiros de 76, 77, 79, 80, 83, 85, 87, 90, 91, 94, 96, 97, 99, 2001, 2009, 2012, 2015. Copas do Brasil 2002, 2007. Libertadores 78 e 81. E muitas das vezes, o Atleticano passava por tristezas dentro de casa, como no Brasileirão de 77. Time invicto. Dez pontos à frente do rival, que usou de violência e venceu nos pênaltis. Final perdida em casa, no Mineirão lotado. Qualquer torcedor modinha, poderia dizer "se fosse eu, levaria um bom tempo para ir a um estádio de novo". Mas o Atleticano não é assim. Ele segue com o Atlético!!! No jogo seguinte após a perda do título, contra o Bahia, no mesmo Mineirão, lá estava a massa novamente. O Atleticano tem amnésia??? Não, não tem!!! Tem Atleticano que carrega dores até hoje, mas ele segue ao lado do Galo mesmo com o coração machucado, ferido e arrebentado.
O Atleticano sabe que o Atlético precisa dele. O Atleticano viveu provações antes e depois de 71. Ou seja: O Atleticano vive na provação. Não foram só finais perdidas, semifinais, quartas de final, oitavas de final da vida, mas também derrotas humilhantes em jogos que valiam três pontos dentro da nossa casa, o Mineirão, como em 1998, pelo Brasileirão daquele ano. O adversário era o Corinthians e o Galo estava sendo goleado por 0x5. O adversário estava nos colocando na roda, mas a massa cantava o hino do Galo naquele instante. Como cantou no dia em que fomos rebaixados em 2005. Como cantou quando estávamos perdendo de 0x3 para o Corinthians no Horto, em 2015.
"Esse povo é maluco", devem pensar. A lógica do futebol é você desistir de torcer por um time que chega mas não chega, ou quando vê um rival arrogante ganhando títulos em cima de títulos. Só que o Atleticano anda na contra mão do futebol. E o Atleticano não é torcedor. O ATLETICANO É ATLETICANO.

Foto: Fotografo não identificado









































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